Brechas Urbanas – As Vias da Criação

11.05

“Berna Reale realiza instalações e performances em que temas como a violência, o feminicídio e a desigualdade social – que atravessam a urbe – estão presentes. Além disso, algumas das suas obras são realizadas na rua. Graduada em artes, ela é também perita criminal. (…) Saiba mais na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras.

As músicas de Kiko Dinucci, seja em trabalhos solo ou nas suas várias parcerias, são com frequência crônicas ou retratos de São Paulo. Kiko é membro dos grupos Metá Metá e Passo Torto, e colaborou com músicos como Elza Soares e Tom Zé. Em 2017, lançou seu primeiro disco solo, Cortes Curtos (ouça). (…)

Marcelo Terça-Nada forma, com Brígida Campbell, o grupo Poro. O duo cria obras entre arte e comunicação que discutem as vivências e os problemas urbanos – intervenções feitas na cidade, porque nela os dois encontram um ambiente democrático de exibição e autonomia de criação(…) .”

Ref: http://www.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/brechas-urbanas-as-vias-da-criacao/?utm_source=Facebook&utm_medium=evento&utm_campaign=Brechas%20Urbanas

Discussão sobre a arte que não fala de si mesmo, mas que dialoga com as pessoas reais e com o mundo real, que acontece no espaço urbano para discuti-lo e provocar reflexões sobre a sociedade.

Uma frase para se pensar:

“Publicidade é quase o único diálogo na cidade” – Marcelo Terça-Nada e Brigida Campbel

Achei triste, pois (quase) todo o diálogo da cidade gira em torno da venda de alguma coisa, da construção da imagem de uma corporação, e não das pessoas que habitam a cidade, de formas de melhorar a convivência, de atender melhor as necessidades das pessoas, de provocar reflexões mais humanas que nos façam evoluir. Achei triste, mas achei verdadeiro. Falta diálogo, não só na cidade, mas no ser humano em si, e o diálogo é a base para criar e fortalecer a sensação de comunidade na cidade, resolver conflitos, criar um ambiente melhor para todos

Uma performance para se pensar:

 

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Berba, na periferia de Belém. Frase da autora sobre a obra: “Como o poder se alimenta da miséria”. Segundo ela, as pessoas se identificaram, começaram a interagir com comentários: “A gente vive na lama mesmo”. Alguns acharam que era uma representação da presidente Dilma, que cumpria seu mandato na época da apresentação.

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